O Porco nas Artes

George Grosz / Aguarela e tinta em papel

A carne de porco ocupa um lugar relevante nos gostos alimentares de biliões de pessoas, que a apreciam não só fresca em todas as cozeduras, pensemos na deliciosa marrã, também fumada, salgada e seca.


A espantosa qualidade da carne de porco levou a que todas as partes do prodigioso animal sejam aproveitadas, daí os enchidos que originou, sem podermos esquecer essa tremenda e notável delicadeza gastronómica que é o presunto.


O magnífico animal sendo animal da maior importância para os povos que o apreciam, deu azo a um conjunto de actos de toda a natureza onde é exaltado, representado e aclamado por artistas de vários matizes artísticos, levando-os a conceber obras nas quais é elemento central nuns casos, noutros os seus derivados.


Sem sombra de exagero podemos afirmar que pintores, gravadores, caricaturistas, barristas, escultores, cineastas, poetas, romancistas, dramaturgos, novelistas, músicos e artesãos referem ou têm no porco modelo para as suas criações.

Sendo numerosos os rituais e os costumes referentes ao porco, os referidos criadores retratam-no ou descrevem-no desde o nascimento até à morte, primeiro lembrando a gestação e nascimento, o aleitamento e crescimento, depois a sua morte que em numerosas regiões do Mundo e, na região de Bragança em particular, a matança representa um grato momento da vida comunitária, por fim o esquartejamento, a conservação nuns casos, a transformação noutros.


Todos estes momentos concedem aos artistas no sentido global da palavra “alimento” substancial de molde a plasmarem obras onde o gracioso animal é actor principal mesmo quando surge cozinhado debaixo de mil formas.

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